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Tentando voltar àquele lugar…
Nunca subestimei. Sempre soube que sentiria falta.
Das minhas dificuldades, talvez a maior seja a falta que sinto do que não aconteceu. A vontade de estar onde não estou.
Pareço seguir um parâmetro de abandonar a festa pela metade.
Levanto, caminho em direção a porta sem saber ao certo para onde vou e com plena consciência de que, sempre, uma parte de mim queria ter ficado.
Isso dito, pago pra ver o que me faria ficar.
Sofro de insatisfação crônica.
E ali estavam, pela última vez, os dois no mesmo lugar.
Ela levava nos olhos as memórias do amor que nunca aconteceu. Ele estava tranquilo, leve.
Abraçaram-se e olharam-se nos olhos. Nos dele não havia passado nem futuro. Ela deu um sorriso trêmulo. Todas suas esperanças acabaram ali, despiu-se para olhos que não enxergavam. Com olhos já cheios d'água decidiu que estava na hora de partir e deixá-lo ir embora. Pegou um papel do chão e já com certo desespero escreveu poucas palavras. Queria ir embora. Amassou o papel entre as mãos e colocou nas dele. Antes quem tivesse tempo de ler, ela deu-lhe um beijo no rosto, virou de costas e saiu andando com passos apressados. A essa altura as lagrimas já não se continham.
Ele não pareceu tão confuso. Continuou com seu sorriso pleno e sincero de quem tem um passado muito bem resolvido.
No papel, lia-se:
‘Seja feliz’

Sempre achei difícil me contentar com algo que não fosse espetacular. Ou sempre achei difícil aceitar essa idéia.
Nada de 'mais ou menos' ou normalidade. Sempre busquei os extremos. Felicidade intensa sem um minuto de dúvidas ou medos. O 'não-consigo-viver-sem'tipo de sentimento.
Previsível ou não, quase sempre quebrei a cara. A realidade nunca superava a perfeição das minhas idéias e eu me livrava de sentimentos com incrível facilidade. Simplesmente por achar que eles não existiam.
Não sou uma constante. Estou em eterno processo de mudança e minha cabeça não aceitaria nada que fosse estático. Nada que beirasse a mesmice.
Das coisas que aprendi, talvez uma das mais importantes foi dar valor ao 'simplesmente bom'. Saber reconhecer quando algo está legal o suficiente no presente e deixar as coisas como elas estão.
Muita calma. Não estou dizendo que passei a me contentar com pouco. Simplesmente parei de deixar as minhas idealizações esconderem a realidade, o agora. Consegui parar de questionar o futuro. Aprendi a reconhecer os momentos agradáveis que fazem a minha vida mais leve. Sentir, mais do que pensar. Entorpecer-me com a calma que isso me traz.
Soa perfeito, não?
Diria que longe das minhas antigas idealizações, mas é o fio que me segura nos momentos difíceis. Quando nada, nada consegue ser melhor do que 'bom o suficiente'.
Life has never been so smooth.

Ultimamente tenho enxergado uma vida simples.
As coisas chatas deixaram de me atormentar tanto. Os meus reais problemas são muito menores do que os exageros cotidianos, que passam em cerca de dias ou meses.
O verdadeiro problema não tira o seu sono, não aumenta batimentos cardíacos e não muda o seu humor. Eles fazem parte de você. Estão sempre presentes e têm uma suavidade encantadora.
A palavra problema tem associação negativa... Se pararmos para pensar, são apenas coisas sem solução imediata. Escondidas em alguma parte da sua alma, que te fazem se desligar do mundo por alguns momentos, que te fazem olhar para as coisas de maneira diferente. Nós somos o nosso maior problema.
Não tenho pressa em me desvendar. Valorizo, mais do que nunca, os momentos de paz interior... Quando me desapego de tudo e de todos, esqueço todas as minhas escolhas e os falsos problemas que as acompanham. Os momentos que paro, e me resolvo.
Nunca estive tão feliz. Encontrei a calma.

Um Dia qualquer....
- E se um dia eu deixar de te amar?
- Não era amor.
- Como você sabe?
- Não sei. Mas no meu mundo, não era amor. Simples assim.
-.Você me ama?
- Não.
- Não??
- Não.
- ......
- Gosto de ti. Sou apaixonada. Mas não te amo.
- Você é foda...
- Não. Isso não é ruim.... Eu amo o André.
- O André? Pqp, aquele bichinha!
- Viu?
- Então... você se vê pra sempre ao meu lado?
- Não. Você me larga antes disso.
- Por que você diz isso?
- Não sei. Mas se tivesse certeza do contrário, te largaria.
- Eu não te entendo...
- Eu larguei o André. E o Eduardo...
- ... então.... então eu não posso te amar?
- Você pode pensar que me ama.
- E qual a diferença?
- Você pode ir embora. Pra sempre.
- Isso significa que você só me quer enquanto pode me perder?
- Mais ou menos... o amor é chato. Quem ama espera aceitação.
- E quem se apaixona?
- Cede.
- Vem cá...

Sublime alma que me persegue tanto e incansávelmente
Já não me perturbas
Contra o frio de teus medos já me protegi
A sua razão não mais tento decifrar
Faz parte de mim, você.
Alma contente que tanto vi
Não me importa que ninguém te entenda
Os seus demônios, são os meus
A sua existência, divina.
Me trouxeste insegurança
Coração apertado, muitas lembraças
Lágrimas desesperadas
Desconforto constante.
Tanto te evitei, abismo
O céu é ilusão, o chão o meu lugar
Caindo em câmera lenta, choro por ti
Bonita Tristeza, não mais te reprimo
Faz parte de mim, você.

E agora já faz tanto tempo...
Tanto tempo que não vejo aqueles rostos que me fazem sorrir.
Os olhos que transmitem coisas boas.
Era tudo tão diferente. Tão pequeno. Tão grande.
Pensando daquele ponto em diante, o tempo passou voando. Uma busca constante por algo que eu nem sei o que é.
Pensando em tudo que veio antes, já faz tanto tempo... O passado, feito de lembranças: talvez da busca por alguma coisa que você já conseguiu num passado recente...talvez um completo desacerto. Um não-você.
E hoje os dias me atropelam. Não pertenço a este lugar. Acho que nunca pertenci a lugar algum.
Aprendi a conviver com sentimentos que não queria. Esmaguei um pouco mais do que estava aqui dentro.
Como eu queria. Ah, como eu queria alguns vestígios reais do passado. Olhar, tocar, sentir. Que falta me faz. Ninguém mais sabe.
Nesses momentos, nessas frações de segundos que me ponho a pensar, pego a caixinha de recordações certa de que me lembro de tudo. E tomo um susto grande quando percebo que cada vez esqueço mais. Os olhares desviam, as mãos lentamente se soltam, o sorriso enfraquece - em câmera lenta, muito lenta. Os antigos acontecimentos dão lugar aos mais recentes. A memória economiza palavras, e tudo se resume a pequenos detalhes. Os únicos detalhes.
Só me restam as cartas, as fotos, os minúsculos bilhetes e, acima de tudo, a certeza de que tudo valeu a pena. O coração apertado não engana. É desprovido de memória, isso é verdade. Mas de maneira jamais explicada nos dá a certeza de tudo que um dia foi especial, e sempre será.

Ela tomou uma xícara de café com leite, não muito quente, não muito frio. Morno, que é para não afetar o paladar.
Desligou a tv e foi para o quarto. Não se atreveu a pegar o livro no criado mudo, pois não conseguiria ler mais do que uma página.
A cama estava confortável, mais leve do que nunca. Talvez pela certeza de que ele não chegaria, não hoje.
Ele era um homem de voz doce, mãos pesadas e respiração silenciosa.
Ela sempre admirou a força que ele fazia para protegê-la. O jeito que fingia conhecê-la mais do que, de fato, conhecia.
Vivia atento a qualquer detalhe. Sabia exatamente o que a agradava e o que a irritava. E era com cautela que fazia uso de tais conhecimentos. Não queria deixar transparecer tanta devoção.
Era paciente como poucos. Engolia mil palavras se fosse preciso, mesmo que seus olhos transparecessem todas elas.
Sempre foi extremamente racional. E ao se encontrar apaixonado, fez Dela a sua razão. Calculava, minuciosamente, suas ações. Sofria, solitário, por suas falhas. Sempre tendo o cuidado de ser discreto.
Era tão fácil com as garotas de antes. Inventava sentimentos e fazia um esforço mínimo para dizer algumas palavras bonitas, sabendo que aquilo bastava.
Com Ela não. Tinha tudo aquilo martelando dentro de si. Não cabia mais, queria falar como nunca havia feito, agir de maneira impulsiva e excessiva.
Mas controlava-se. Sempre achou que demonstração em excesso era inimiga de qualquer relacionamento.
Passava horas observando-a dormir. Adorava. Dormia mais perto só para sentir seu cheiro, não enjoava nunca.
O ontem servia para planejar o hoje. E o hoje para planejar o amanhã (com ela).
Agora ele sabia o que 'todos' sentiam. Aquela felicidade agoniante. Um 'querer para sempre', acompanhado pelo medo de perder.
Nessa noite ela sentiu-se culpada.
Mais uma vez, feriu e desiludiu. Mais uma vez, foi egoísta.
A busca incessante por uma vida compartilhada. O medo da solidão.
Ignorou o coração, e resolveu tentar. De repente era assim com todos, ela que queria demais.
Se ao menos ele tivesse sido um pouco menos transparente...
Ou talvez ela que seja muito perceptiva....
Deu um ultimo olhar para o teto, e repetiu para si mesma:
- O próximo será platônico. E menos perfeito... e menos perfeito.

Eu nasci e fui cultivada.
Me estragaram, me bateram, me deram carinho, me mostraram caminhos...
Um dia eu questionei tudo isso, e achei um caminho alternativo.
Me acariciavam, e eu não sentia.
Me batiam, e não doía.
Desistiram de me estragar e resolveram me amar.
Eu estava sozinha, cercada por paredes de espelho.
Por vezes colava a testa nas grades do chão e observava tudo e todos.
Puxei algumas pessoas para lá...
O tempo passou. As pessoas lá de baixo sumiram. Quando olho só vejo desconhecidos.
Resolvi me juntar a todos.
Diante de todos sou como qualquer uma.
Não sabem de onde venho, não sabem o que sinto, não sabem o que sei.
O medo da incompreensão me faz calar.
A vontade de gritar me enlouquece.
Sei receber.
Não sei dividir.
Quero dividir, quero dividir.
Não, não é rápido.
Sim, eu sou impaciente.
Eu desisto fácil. Subo de novo e olho pro teto que reflete memórias.
Não sei ser.

Ele desceu do ônibus com ombros contraídos. A testa levemente franzida e o olhar concentrado nos próprios pés.
Andava para lugar nenhum. As garotas olhavam curiosas para o rapaz de maxilar marcado e não havia uma pessoa que não imaginasse o que se passava por aquela cabeça.
Ela, como sempre, levava um sorriso tímido no rosto. Vestido de cor pálida e um caminhar leve. Somente os bons observadores percebiam o pingo de frustração em seus lindos olhos azuis.
Aquela figura densa e ansiosa prendeu a atenção da garota. Não como aos outros.Não. Pouco lhe importavam os belos traços, o corpo robusto e o ar misterioso. Foi como um tapa inesperado, que a deixou perplexa e sem fala. Jamais vira tanta vida em uma pessoa. Foi algo estranho... como se tivesse encontrado a si mesma.
Quando se deu conta estava a segui-lo. Entraram no correio e ele tirou uma carta da mochila que não parecia cheia. Uma mochila vazia, e um homem que parecia carregar o mundo nas costas.
Ela não sabia para onde ir. Foi ate lá apenas para sair de casa, e sentiu-se envergonhada quando percebeu o que acabara de fazer. Nunca teve o hábito de perseguir pessoas, e, mesmo que o tivesse, o seu desejo de invisibilidade não permitiria qualquer aproximação.
Comprou um envelope qualquer para não sair de mãos vazias e se dispôs a fazer o inusitado (em seu mundo): aproximou-se dele e perguntou o horário.
Passava do meio dia, e Ele logo tornou a olhar para os próprios pés e caminhar.
Um turbilhão invadiu o seu corpo. Somente ela sabia as forças que juntara e o esforço que fizera para dirigir uma palavra qualquer ao rapaz. E ele caminhava como se aquele instante não tivesse existido, e nada houvesse atrapalhado seu pensamento.
Os passos leves teriam caminhado em direção contrária, não fosse a força que a sugava para junto dele.
O homem parou por alguns instantes. Olhou o relógio (ato que confirmou a insignificância que ela anteriormente sentiu) e mudou de direção.
Entraram em um café, com mesas pequenas e redondas... quase todas cheias.
Chegou o momento de fazer-se notar. Buscou coragem sabe-se lá onde e com voz trêmula perguntou se ele não era fulano qualquer.
Ele, pela primeira vez, pareceu descer ao mundo. Respondeu que não,e,para a surpresa da moça, prolongou a conversa.
Sentaram na mesma mesa. Ele falava, não olhava nos olhos, apenas falava. Ela prestava atenção a cada detalhe e não se atrevia a interromper.
Falou sobre a sua dificuldade em lagar o cigarro, e como o café estava diretamente ligado ao vício. Comentou sobre a mudança de temperatura, a música que tocava e o jeito engraçado do moço atrás do balcão.
Tinha os ouvidos voltados para si mesmo. Cada palavra pronunciada por Ela ativava uma área de sua memória, e ele punha-se a falar.
Ele foi embora. Escreveu uns números em um pedaço de papel , e deixou na frente dela.
Ela, estática, olhou os números sobre a mesa e recordou brevemente o acontecido. Angustiou-se. Ele não disse como se chamava, e não se importou em perguntá-la.
Ficou ali por mais alguns minutos. Enxergou uma muralha. Levantou-se, amassou o papel entre os dedos e o jogou dentro da bolsa.
Ela não ligaria.
Continuou com seus passos leves e desejou não ter saído de casa naquele dia. Tinha novas dúvidas sobre si mesma.
Segundos depois subiu no ônibus um homem de ombros relaxados e expressão calma. Desejou ter ficado mais tempo no café...
[...abre porta, abre...]

Entre o nada e o infinito.
O fim de algo grande e o começo de algo maior ainda.
Ou talvez uma simples pausa.
(Não, nada de pausa, fim ou começo).
CARPE DIEM...CARPE DIEM...
Tão simples dizer tão difícil fazer.
O próprio pensamento de que deve-se 'carpe diar' traz preocupações desnecessárias.
Um dia completamente feliz hoje, pode resultar na tristeza de amanhã.
E um dia completamente feliz pode ser um tanto quanto inatingível.
A velha história de ação e conseqüência...
Pensar no futuro muitas vezes faz parte do presente.
Ignorá-lo pode trazer angustias e medos. Ou não...
Aproveite, aproveite - vozes sussurram ao seu ouvido.
Saia de casa, encha a cara, conheça pessoas, dependa delas, ame, sorria.
Você e somente você, nada mais importa. O tempo vai parar, a sua música preferida vai tocar e todos estarão a sua volta.
Faça isso todos os dias e o lugar perderá o encanto, a música será entediante e as pessoas incrivelmente vazias.
Desencane de dormir...afinal, isso é perda de tempo! Ganhe olheiras e mau humor.E nada, nada vai importar. Você está a aproveitar o dia!
Cresça e lembre de uma juventude repleta de álcool, ressacas, noites mal dormidas, noites bem dormidas... Lembre de quando a vida ainda não tinha começado (ou já estava quase no final).
'Não leve a vida a sério, você é muito nova para isso!'
Tape a sua boca e não torne a dirigir-me estas palavras.
A vida deve, sim, ser levada a sério. Ela pode ser a única coisa que você um dia vai perder.
A vida é um recurso limitado.
'Live fast, die young.'
Guarde dias mortos para o futuro. 'Futuro? Mas dane-se o futuro!'
Nananinanão.
The pain for the gain.
Saia, encha a cara, conheça pessoas, depende delas por minutos, ame (sempre), sorria e chore.
Estude, durma, use seu potencial... Faça-se útil. Cresça. Não pare no tempo.
Live slow and live forever.
Não morra estando vivo.
Dedique-se, tenha momentos explosivos e intensos. E também os tranqüilos.
CARPE DIEM!
Hoje, amanha e sempre. Continuidade requer seriedade.
Para os que estão pensando 'Que merda é essa?!' - Te dou um sorriso and a happy quick life... or a happy quick death...
Para os que não entenderam: selecione essas letrinhas, salve nos seus documentos e leia daqui uns anos.
[File name- 'Future'] ... é... ele existe.

É....alguém lá em cima escreve certo por linhas tortas...
Abre janelas perfeitas na nossa vida... na sala ao lado...
Transforma toda a felicidade de um dia, em um profundo vazio ao anoitecer...
Muitas coisas certas acontecem em momentos errados...
Será?
Antes de me convencer disso, eu pensei. Sim. Parei, e pensei.
Em outro momento você teria dado o mesmo valor para o acontecimento?
Talvez não teria se quer notado a sua existência.
Tão cruel quanto te mostrar a janela que você não poderá alcançar tão cedo, é não te dar a certeza de que ela, de fato, existe.
Eu consegui vê-la... Senti um calor na nuca... e sem pensar olhei para trás.
Uma janela abertinha... laaa do outro lado.
Continuei a olhar sem pensar. Deixei toda aquela luz ofuscar meus olhos. O calor me esquentar. O ar me entorpecer.
Cega, surda e muda. Porém, feliz.
Como se não bastasse...enxerguei janelas ainda mais distantes.
Até que o vento vindo da porta que eu anteriormente escancarei, gelou a mesma nuca que antes foi aquecida.
Teimosa, novamente, ignorei o frio q subiu pela espinha e os pêlos que arrepiaram.
Cheguei a acreditar que eu podia andar de costas... com olhos fixos naquela luz, até o dia que eu pudesse finalmente alcançá-la.
Cai em muitos buracos. Subi sozinha. Agarrei a terra com as unhas, mão após mão, até poder enxergar a luz com a mesma intensidade da primeira vez.
Até eu perceber que estava caminhando na direção contraria. O brilho estava ficando cada vez menor. Ao andar de costas eu só me enganava.... a cada passo me afastava mais do que desejava.
Socorro!
Olho para um lado....olho para o outro, e não vejo ninguém.
Eu era tudo que tinha naquele momento.
Sim, ao caminhar para trás eu me afastava cada vez mais daquela janelinha.
E, conseqüentemente, não via para onde estava indo.
Levantei. Virei. E caminhei.
Há uma maneira de chegar onde eu quero. Só preciso achar o caminho. E ao andar de costas, estaria desperdiçando todas minhas chances.
Ando, com a certeza de que um dia vou estar do lado de dentro daquela sala, e olhar para tudo que eu passei.
Sem sono, sem tristezas, sem tormentos, sem confusões.
Senta aqui do lado, na sala mais ou menos escura. Observe o teto junto comigo e sinta o que estou sentindo.
Você vai descobrir o que é não precisar de nada alem de suas esperanças.
Vai viver segundos eternos. Vai se sentir feliz... da forma mais pura que existe.
Queria olhos na minha frente. Queria mergulhar em almas e doar um pouco de tranqüilidade.
Queria ouvidos ouvindo a mesma musica, e sentindo exatamente a mesma coisa.
Não tenho olhos, nem ouvidos.
'Coração, o que você vai fazer?'
'Shiiiiu'
Tenho sentimentos saindo pelas mãos. Tranqüilidade transbordando. Medos e agonias esquecidos. P r e o c u p a ç õ e s são letras que jamais vão se juntar para formar uma palavra nessa infinidade de segundos inacabáveis.
Olhos que enxergam uma vida simples. Cheia de pessoas perdidas trombando umas nas outras.
É tão bom poder escolher pessoas para andarem de mãos dadas com você pelo seu caminho. É tão bom perceber que elas também te escolheram, e que o caminho é o mesmo...
Vamos pular em uma cama de molas. Deixar o corpo cair de cansaço e gargalhar até a barriga doer.
Pegue a chave do carro e vamos tomar sorvete de flocos e observar as pessoas a nossa volta. Imaginar o que cada uma delas esta pensando.
Vamos brincar de ficar sério e perceber que não passamos mais de 3 segundos sem rir.
Entra aqui, e me deixa te compreender..
Entra aqui, e me compreende.
* Felicidade sem razão específica. Nada melhor!
Noite completamente preenchida por mim mesma. Tão bom não estar sozinha.
Sabe aquela coisa que te incomoda? Que pisa no seu pé, mastiga perto do seu ouvido e te olha de forma insuportável?
Um dia você fala chega. Deseja não ter passado. Deseja não ter lembranças.
E as pessoas passam a mão na sua cabeça, te dão um abraço forte e te tornam novamente naquele ser estúpido que continua a aceitar aquilo que te incomoda.
Calos sempre vão existir. O salto alto sempre vai te machucar. Alguma coisa sempre vai faltar.
Se minha cabeça fosse um teclado, em uma ação impulsiva eu apertaria o Backspace até que nada restasse. E tudo que um dia foi Julia, seria um espaço em branco na cabeça de todos.
Como disse, isso seria uma ação impulsiva. E, hoje, eu sei que o que se leva um segundo para fazer, afeta a sua vida inteira. Não, eu não apertaria o Backspace.
Eu odeio a minha teimosia comigo mesma. Minha cabeça me manda milhões de mensagens. Eu sei exatamente o que devo fazer... junto forças necessárias para isso, e chego a ficar realmente determinada.
Mas ele, o atormentado passado, já me ensinou que em certos momentos nossa razão vai embora. E os reprimidos desejos e sentimentos que você se dispôs a controlar, quando se vêem livres da razão, tomam conta do seu corpo. Correm, pulam, esquentam seu sangue, e quase matam o seu coração.
Ou seja... você precisa saber como equilibrar as duas coisas. Simples assim.
Simples? Simples o caramba!
Quando a razão reaparece, eu olho para os sentimentos com ar de decepção, e tenho uma vontade imensa de deixá-los de castigo. Presos, surdos, mudos, impotentes. Deixar a razão ser a dona da casa... o que, como já disse, não ajuda em nada... castigos um dia acabam.
Chega, eu não quero concluir esse texto. Não quero perceber que por mais que eu ache uma resposta, a guerra aqui dentro esta muito barulhenta, e nada será escutado.
* Pqp, que vontade de sumir.
Um dia você aprende que por mais coisas que você saiba, você não sabe de tudo.
Você entende que certas coisas não se aprende ouvindo... mas vivendo. E que por mais que você queira ensinar algo à uma pessoa, muitas vezes você pode repetir 100 vezes e ela vai continuar não entendendo. Você descobre que em certas situações seu nome é impotência... e você vai precisar daquele pingo a mais de paciência.
O mundo não tem um tempo só... as pessoas vivem isoladas...em bolhas. E aqui isolamento não significa solidão...não significa se encontrar caindo em um buraco que não tem fim... significa que vivemos em tempos diferentes. Nesse momento , que você está lendo, tem uma folha que caiu lá fora e você não viu. E por mais que você a veja jogada no chão na manhã seguinte, não presenciou o acontecimento propriamente dito.
Com a gente acontece a mesma coisa. Existem aquelas pessoas que te conhecem como ninguém, compartilham todos os seus aprendizados, seus medos, sua descobertas... no entanto, você vive o seu tempo e ela o dela. Estamos nesse lugar para conviver... nunca poderemos entender completamente uma pessoa. Ou melhor, nunca vamos saber de tudo....sempre vai existir aquela surpresa... aquela coisa que não tinha passado pela sua cabeça, e que tem um impacto diferente em você.
É muito fácil achar erros... é muito fácil odiar..... e mais fácil que tudo isso é julgar.
Você é único, assim como todos. Essa é a verdade.
Cheguei em um estágio que não consigo odiar ninguém... por mais que a pessoa tenha princípios absolutamente diferentes, por mais que ela faça coisas com as quais eu não concordo... Quantas folhas caíram no quintal dela sem que eu tivesse percebido?
A humanidade só vai mudar no dia em que pararmos de buscar pontos fracos nos outros e nos concentrarmos no espelho. Você é a única pessoa que pode se conhecer por completo... se ocupar metendo o pau no tempo dos outros vai te deixar cada vez mais vazio, mais sozinho... mais vulnerável...
Take care of your bubble.... that's the only way you won't end up lonely.
Quão tristes são os meus textos?
Comentários do tipo 'Ju, o que houve?' ...'Que triste!'... 'Você ta bem?'... não faltam.
Sim, eu estou bem, mas acho a melancolia incrivelmente bela.
Quando você está no estagio mais baixo dos baixos.... sozinho... com uma dor sem explicação, porque não lhe dói os músculos ou as articulações ... não, é o seu sangue que leva dor a todas as partes do seu corpo.... direto do seu coração...Quando palavras já não bastam, muito menos memórias... e você se encontra em um momento único de completa impotência. Então lágrimas escorrem involuntariamente dos seu olhos. Como são lindas as lágrimas. É um líquido que não precisava estar ali, que não vai mudar nada. Mas, sim, elas surgem para acariciar o seu rosto, para te lembrar que ainda há vida.
É tão mais fácil aceitar a tristeza de alguém... olhar uma pessoa surda e muda (pois nesses momentos todos nós o somos) de músculos contraídos e rosto molhado passa imediatamente a mensagem 'Não diga nada'. Ela está em outro plano, está tão viva que suas palavras não serviriam para nada. Vivos são os que sentem.
Já a felicidade não é assim. As ruas são todas estampadas de sorrisos, cheias de pessoas que pensam que isso significa felicidade. Grande parte do mundo está em preto e branco, e isso não significa tristeza....não.....isso é falta de vida. A felicidade e a tristeza estão no mesmo patamar... tão alto, tão vivo, que você até se sente perto da morte, pois não caberia mais um pingo de vida dentro de você. A felicidade é muito mais incompreendida. Ser feliz não é sorrir. Ser feliz é novamente se encontrar surdo e mudo, sozinho, em um momento único. E por mais que outras pessoas possam estar passando pelo mesmo momento, somos somente nós que sabemos o que sentimos.
Chegamos ao ponto de chorar de felicidade. Bebes não choram de felicidade.... mas a gente cresce, e as lágrimas que antes só serviam para nos acariciar, agora também se manifestam nos momentos felizes, para tirar a tinta preta e branca que nos cobre.
Eu ainda não entendo a felicidade... não sei apreciá-la da maneira certa... muitas vezes não sei reconhecê-la ( o que não que dizer que não a sinta)... mas sei que a tristeza não perde para ela em aspectos de intensidade...
Filmes tristes são bonitos, musicas tristes são lindas.... por isso, torno a dizer que a melancolia é incrivelmente bela.... por mais que seja universal, ela é única.

É... foi na madrugada fria, escura e insensível que ela chegou...
Bem vinda, realidade.
Como uma injeção, você a vê, se engana por uns minutos (ou dias...ou meses...) dizendo a si mesmo que será apenas uma picadinha...e a agulha vai se aproximando, até penetrar a sua pele, percorrer o seu corpo com ardor e te salvar.
Assim é a realidade...assim ela é para os que vivem sonhando.
Mas ela chega, sempre chega... no momento em que você percebe que sem a imunização você já não pode viver.
A manhã está diferente, e o dia estranhamente bom... mas a noite se aproxima, e com ela vem o silêncio.
Então ela surge, entra goela abaixo e seus sonhos vão todos embora em forma de lágrimas.
Encolhido na cama você sente vontade de ter 5 anos novamente...quando ainda sabíamos de tudo e não havia melhor remédio para as suas lágrimas do que o colo da sua mãe.
Agora elas caem, uma a uma, escorrem pelo seu rosto e se desmancham no travesseiro...o seu grito é surdo, ninguém ouve, ninguém entende... E todos os seus velhos pensamentos, toda a inocência está ali, umedecendo o travesseiro e não te deixando em paz a sonhar.
Dói....DÒI....mas ela veio para te salvar, para abrir os seus olhos...para acariciar o seu rosto com dor, abrir um sorriso que te cega, te envolver de frio em um abraço...
Assim ela é...assim é a realidade...

Blog morto.
Minha cabeça não parou. Muito pelo contrário, está num ritmo frenético. Tao frenético que minhas palavras não conseguem acompanhar meu pensamento.
Ja não tenho o tempo de antes... ja não sinto a vontade de antes... não quero mais tentar explicar o mundo... abrir olhos... Não.
Eh frustrante perceber que ja não eh possível decifrar sua mente como antes.
Ou talvez não seja isso. Me decifro, escrevo, e acabou. Simples assim.
Fases de mudança são assim (foda). E não me refiro a mudança física. Mas a mudança interior. Aquele momento em que os seus olhos dobram de tamanho, e vc entende muito melhor o mundo a sua volta. O momento que vc da mais um passo, sobe mais um degrau, e se encontra sozinho.
Sim, talvez eu esteja cultivando a tão indesejável solidão. Mas não quero a simplicidade disso aqui. Talvez daqui um tempo. Talvez amanha. Talvez no dia em que eu acordar e realmente sentir vontade de escrever.
Não quero algo pessoal, não quero me sentir nua. Não quero pessoas achando que me conhecem melhor do que eu, e que a minha vida se resume nas palavras abaixo.
Sei que a grande maioria nao pensa isso, mas eh o que eu sinto.Sinto raiva quando sento pra escrever. Tudo me parece bobo, desinteressante, sem graça... Porque o que esta acontecendo comigo eh uma coisa que as palavras jamais poderão explicar. Pensamentos novos a cada segundo. Comecei a vida do zero, com a pequena diferença de que levo uma mochila nas costas. As cores ja foram escolhidas... ja estou pintando as paredes... Estou pintando as paredes de uma loja de tintas. Rodeada por pessoas discutindo sobre cores.
Quero experimentar coisas novas, ler coisas novas, pensar em coisas novas. E aí sim, escrever.
Vocês provavelmente não perceberão diferença alguma, serão textos, somente textos. Como os que estão aí em baixo.
A diferença está nas mãos de quem escreve.
Don't worry.
Nunca se esqueçam de que Julia=inconstancia.
O que esta acontecendo comigo?
Meus momentos de lucidez se foram, estão em falta. Estou constantemente anestesiada, como se a realidade não passasse de uma palavra, e a vida fosse feita de sonhos. Nada mais me parece real.
Tudo indica que eu deveria estar em uma montanha-russa... subidas, descidas, frios na barriga, medos, alegrias, voltas. Mas não... Eu parei no looping... naquele momento em que você fecha os olhos e não consegue ver o que se passa....nem sentir o que deveria... São depois desses momentos que vc olha pra trás e pensa ‘Puta que o pariu! Olha pelo o que eu passei!’.
As únicas noções de realidade que eu tenho vêm do passado, estou insuportavelmente nostálgica. E, infelizmente, me falta coragem. Coragem pra parar e escrever, pra abrir os olhos para o presente, e ver que o meu futuro esta nas mãos dele.
O mais estranho de tudo é que eu me conheço, e sei que no fim das contas eu acordo. O despertador toca, ou melhor, o perturbador toca, e eu acabo percebendo que, sim, eu estou vivendo! Eu estou passando pelas coisas, e não estou anestesiada!
Ou não.... já acordei varias vezes, mas durmo de novo. Não consigo aceitar. Não aceito o fato das pessoas que eu amo estarem longe de mim. Não quero aprender a viver sem isso! Na verdade nem preciso...
Eu não sei mais o que eu estou escrevendo... eu só tenho um desejo profundo de poder enxergar o dia em que o nosso presente será o mesmo... o nosso relógio marcará a mesma hora, e nada mais no mundo vai importar.
Go on, Julia... tire a cara de dentro da água fria e se olhe no espelho. Vista uma roupa, e pare de viver no mundo dos loucos. Você não esta anestesiada, e tudo o que você tem é o hoje, o agora.
* Cada vez sinto menos vontade de escrever. Preciso da minha lucidez de volta...
Dor desgraçada que aparece de repente e insiste em cutucar o meu ombro, pra que eu não esqueça de sua existência. Que merda, eu queria que as coisas me afetassem metade do que elas afetam. As pessoas conseguem ser realmente cruéis quando querem.
O que é a dor?
Não sei, sinceramente.
Por que eu sou tão imbecil a ponto de dar importância pra coisas insignificantes?
Onde está o meu botãozinho de FUCK OFF que eu não acho? Me ajuda?
The invisible girl has feelings, seus malvados.
Você não precisa disso, você não precisa disso, você não precisa disso. Não preciso, mas quero.
Vai, agora você coloca a cara aqui e torce pra ninguém bater.
E se eu não colocar? ... Grande porcaria, esse é um retrato da vida.
Socorro, quero ir para o universo dos cumcuns.
Absurdamente triste...
- Respire fundo – pediu a médica delicadamente encostando aquela coisa gelada em minhas costas.
- ...
- De novo.
- ...
- Você tem feito exercícios?
- Uhum.
- Com a mesma freqüência de antes?
- Uhum.
- Então, mocinha, comece a andar descalça, pintar, escrever, falar... Você precisa soltar tudo que está aqui (nesse momento ela encostou a mão em meu peito). Sua respiração está curta, tem muita coisa presa aqui dentro.
O que fazer? O que fazer quando se tem plena consciência de que algo não está certo, que você precisa mudar, sabe exatamente o que mudar, mas não tem idéia de como fazer isso?
São aqueles momentos em que você precisa saber lidar consigo mesma.
Falar... falar... soltar tudo que está preso. Mas e quando você não sabe o que está preso?
Costumo ser uma pessoa Poliana em algumas situações. Quando as coisas estão ruins, eu penso no quão piores elas poderiam estar, e me convenço de que não tenho motivos para reclamar de nada. Olho em volta, vejo situações piores que a minha, e tento ajudar. Meus problemas se tornam insignificantes diante da gravidade dos problemas alheios. E o que acontece? Essas pequenas coisinhas vão se acumulando, acumulando e acumulando, até virar algo que realmente começa a me incomodar. Penso, penso, penso... mas não consigo achar um motivo concreto para o que sinto. O que é completamente compreensível... deixar coisas para trás não resolve nada pois muito dificilmente elas irão desaparecer. Tudo se torna uma grande confusão... aqueles pequenos nozinhos viram um nó (quase) cego.
Nada que acontece em sua vida é algo o qual você não possa suportar. As pessoas são diferentes e aprendem de formas diferentes. Portanto, precisam passar por situações diferentes... por problemas diferentes. Ao guardar coisas você cultiva a solidão... vai se fechando cada vez mais. Ser egoísta é bom de vez em quando...
Hey, I need someone who understands me here... before I stop breathing at all…
A criação da Julieta:
Em um momento de reflexão percebi que quem escreve aqui não sou eu. É o meu coração, com todos exageros merecidos , e são meus olhos, que relatam de imediato aquilo que vêem.
Aprendi que ao ler um livro, antes de mais nada, deve-se ficar despido, nu. Não, não estou me referindo a tirar a roupa... é se despir dos julgamentos. O livro tem um personagem, um desconhecido, alguém que está exposto a qualquer um que se disponha a ir em uma livraria ou biblioteca. No entanto, por se tratar de um livro, não vamos condenar os personagens por serem quem são. O objetivo do autor é te prender à história, não fazer com que todos amem e se identifiquem com o protagonista (ou seja lá quem for).
Surgiu então a Julieta.
Nunca, ao visitar um blog, tratei-o como um livro... e acredito que ninguém o faz. Entramos com unhas e dentes, prontos para achar um ponto fraco, pra concordar, discordar... até aí nenhum problema. Todos estão livres para dizer o que quiserem dos meus textos. O problema é que, como disse, essa não sou eu. Isso é um livro pela metade, e a pior coisa que existe para um autor (acredito eu) é quando fecham o livro sem terminá-lo e o deixam na estante até que outro curioso se manifeste. Aqui, fechar o livro significa tirar qualquer conclusão antes de um final. A Julieta é a Ju exagerada, é a Ju observadora. Portanto, ela tem , sim, muito a ver comigo... mas vive nos extremos. Ninguém vive em constante alegria, tristeza, prazer ou desgosto. Para se chegar a um equilíbrio é preciso conhecer o peso das coisas. A Julieta (tratando-se de sentimentos e análises) não gosta da mesmice do equilíbrio, e nessas horas pula da balança. Ela sempre está lá em cima ou lá em baixo.
Peço a vocês, fiéis (ou não) leitores, que se sintam livres para dizer o que bem quiserem, e acredito que o fazem... mas que entrem desprotegidos, nus, pois a Julieta não passa de um personagem de um livro sem fim.
Alivio.
Existe coisa melhor que o alivio?
Ta, pode até existir, mas que ele é a sensação perfeita ele é. Nossa, parece que tinha alguma coisa travando a sua respiração e de repente ela some! E vc consegue respirar fundo como nunca. Tudo é lindo e nada incomoda.
Nunca tinha parado pra pensar muito no alivio, ele acaba passando despercebido.
Seja quando ,finalmente,chega a sua vez naquela fila imensa do banheiro, quando vc se livra de uma bronca ou quando seus olhos não vêm o que vc temia....o alivio está muito mais presente na nossa vida do que imaginamos! E ele sempre aparece depois de algo longo... pq o segundo que o antecede é imenso.
A vida é como uma gangorra: uma hora você está lá em cima, e na outra lá embaixo. Estar em cima é ótimo mas também perigoso, pois cedo ou tarde você vai colocar os pés no chão e, se não estiver preparado, sua única vontade será a de cavar um buraco e de lá não sair. Quando nos sentimos aliviados nós subimos... mas não da forma usual (impulsionando os pés contra o chão)... são aqueles momentos em que você se encontra no meio do caminho, em equilíbrio, e com um medo inigualável de descer.
Acabei de beijar o alivio. Quando pensei que estava presa achei a chave embaixo do tapete. Agora, nesse momento, nada me atinge... ele é possessivo e vai me ter por mais alguns minutos...
Não desista de seus sonhos....sonhe alto....viva pelo seu sonho...e blablabla.
Eu não tenho sonhos na vida. Eles não existem. Ou melhor, existem, sim, naquele momento em que vc está dormindo...mas vc acorda e , pronto, acabou. ‘Ahh, q droga!’ ... Que droga nada! Ainda bem! Quero que eles continuem lá, tímidos, presos em minhas pálpebras, para q eu só possa vê-los...vivê-los... quando durmo. No meu sonho eu deixo tudo pra trás, vou para uma ilha com todas as pessoas q eu gosto, vejo o sol se pôr, vejo o sol nascer... falo o que vier na cabeça, não passo por situações chatas e... eu acordo! Pronto. A minha ação não teve conseqüências, foram momentos de felicidade absoluta. ‘ Mas então qual é o ponto em não ter sonhos?’ ... Simples! Você sonha que, um dia, vc vai sentir falta do doce que vendia na padaria em frente ao seu trabalho? Você sonha q talvez vc deixou de conhecer pessoas, de reencontrar pessoas, de ser promovido...sentir coisas inexplicáveis... ? A verdade é que todas as ações têm suas conseqüências! E em um sonho você nunca pensa nas ruins....mas fato é q elas existem. E o que acontece? ‘ Droga viu....pq sempre tem que ter alguma coisa pra estragar?’. E o sonho é interrompido... Não há sonho que dure para a vida toda. Não há sonho ruim. Sonhos perfeitos são feitos para durar uma noite. Tenha metas, claro, mas não faça delas a sua razão de viver. Espere o ruim e surpreenda-se com o bom, ou espere o bom e surpreenda-se com o ruim?
Encontro-me parada...a minha direita tem uma formiguinha otimista que me diz para esperar o bom...a minha esquerda uma formiguinha pessimista me diz para esperar o ruim... na boa... prefiro não esperar nada. A vida é mesmo imprevisível. Não espero e não sonho...apenas almejo.
Não quero um carro. Não quero uma casa. Não quero um chocolate. Não quero um abraço. Não quero um beijo. Tudo que eu quero no momento é ter 17 anos pelo resto da vida. Quero acordar e ter como única preocupação a roupa que eu vou vestir. Quero viajar pelo resto da vida. Quero continuar a ver o mundo como eu vejo. Quero que o tempo pare, que todos congelem, para que eu não fique nem mais um segundo longe de quem eu gosto. A saudade que senti já basta, o ácido já me corroeu o bastante. Não quero a responsabilidade de uma vida, mas quero a liberdade que ela oferece. Liberdade? … Por mais livre que eu seja sempre serei escrava das minhas próprias escolhas. Escolhas requerem ações...grandes escolhas requerem rotinas. Queria ter a inocência de uma criança para acreditar que a sujeira do mundo é conseqüência de uma grande festa de ontem, e que amanhã tudo estará limpo e impecável. Quero que hoje não acabe. Quero mais coragem. Quero um amanhã sem a inconstância de ontem... mas o amanhã não existe, assim como a estabilidade dentro de mim. Quero me entender. Quero que meus medos desapareçam, e que apenas a alegria de superá-los permaneça. Quero ser coerente. Quero me sentir com a idade que tenho. Quero não ter idade. Quero que os relógios sumam, e que tudo passe a acontecer de forma inesperada. Quero sentir todos os dias o meu coração queimando como agora. Quero conseguir respirar fundo . Quero tirar tudo que está trancado aqui dentro e ser completamente compreendida. Quero achar a chave. Quero não precisar dizer nada.
È...
Queria que meu único desejo fosse ter 17 anos pelo resto da vida...
Um ano em um mês... uma vida em um mês! Voltamos à relatividade do tempo. Tantas coisas aconteceram... encontros, reencontros, desencontros, alegrias, decepções... E a cada dia que passa eu tenho mais certeza de uma coisa: A vida é imprevisível. Totalmente imprevisível.
Sorrisos, lágrimas, beijos, irmãos... Amei alguém que existiu por 2 meses, alguém de meio centímetro. Senti coisas que nunca havia sentido. Cada dia tinha um segundo, vivido intensamente. E agora que voltei, com 10 anos a mais, cada segundo dura um dia... Não vou explicar por A + B o que aconteceu, mas vi o mundo com outros olhos. De repente parede não era mais uma simples parede... não..era PAREDE... o mesmo vale para as ruas, os prédios, as casas, os olhos, as risadas, as palavras. Chocolate mudou de gosto, a música estava mais alta, os olhos mais abertos e o coração mais ativo. Intensidade. Essa é a palavra. Planejei coisas... em vão. Planejei pra tomar um tapa na cara. ‘ Não vou planejar nada, nada mesmo’ … mas os planos vêm naturalmente, para te provar ,pela milésima vez, que a imprevisibilidade os anula.
Agora estou aqui, de volta... mas tudo está diferente! Energias renovadas, sentimentos relembrados... e eu estou bem. Sinto saudades, claro, mas aprendi a conviver com ela... estou disposta a levar a minha vida em frente.
Enough for today!
Só espero não ter perdido meus poucos leitores!
Eu finalmente avistei o caminho de pedras no meio do rio. E vou caminhar descalça, para poder sentir do que o mundo eh feito... se eu escorregar? Não tem problema...eu sei nadar...e se eu por um acaso cortar o pé, estarei cercada de água para limpar o sangue.
‘Ju, se vc sabe nadar vc não precisaria ter procurado caminho de pedra nenhum...’ Sim....eu precisava..... ele eh necessário.... atravessar o rio a nado eh arriscado....pq vc não sabe a que lugar da margem a correnteza vai te levar.
Do lado de cá tenho uma vida.... mas o chão eh fino, e embaixo dele tem areia movediça... Estão aos meus pés todo o material necessário para construir o ‘meu mundinho’... mas eu encontrei o caminho de pedras! Ah, encontrei. Aqui as minhas paredes são de isopor, os tijolos de papel... e o cimento não passa de uma mistura de água com farinha. O resultado disso tudo seria uma construção frágil, e cada passo que eu desse arriscaria perder todo o meu esforço. Lá não.... tenho tijolos , telhas, cimento...tudo real... vai ser mais difícil, não nego...levará mais tempo, exigirá mais esforços e muito provavelmente uma certa ajuda... mas estou feliz! Melhor perder anos sabendo que se esta dando os passos certos, do que aceitar a primeira coisa que aparece em frente aos seus olhos.
Estou arriscando....deixando o certo pelo duvidoso... mas talvez o certo acabe sendo mais duvidoso ainda! Se uma das pedras for falsa e a água possuir veneno, não vou me importar, muito menos me arrepender. Vou em busca do melhor, e vou fazer o impossível para consegui-lo.
Eh... já que a ‘merda’ foi feita vamos fazer com que ela valha a pena...
See you on the otherside...
Vc consegue pensar em algo infinito? .... até aí está fácil....
Agora tente pensar NO infinito!
Meu deus, como eu acho isso difícil! Já me falaram para olhar para o mar.... mas não deu certo.... depois de algum tempo observando eu tenho a sensação de que lá no fundo tem uma tela, como se fosse um cenário de filme.... mais precisamente o cenário do Show de Thruman....
Eu e a minha busca pelo infinito! ‘Ah Ju , começa a contar...’ ... Também já tentei..... e obviamente uma hora eu enchi o saco, e aquele foi o final dos números para mim... não consegui ver o infinito!
Tentei, tentei e tentei.... ‘Meu, é claro que vc não vai conseguir... se o infinito é interminável como vc poderia vê-lo completamente? ’ .... Não sei...e nem é essa a minha intenção.... só queria algo que me desse a idéia de sua existência... porque ele é a única coisa ....ou pelo menos uma das únicas que sempre vai existir!
Depois de muito pensar e observar consegui encontrar não só uma mas duas coisas que me dão uma noção absurda do infinito! Duas coisas simples e idiotas!
Uma delas é quando eu fecho os olhos.... nossa, primeiro eu vejo um preto.... após alguns segundos olhando para o preto começam a aparecer umas bolinhas bem pequenininhas..... primeiro elas são roxas..... depois ficam pink, e por último vermelhas..... são bolinhas que não acabam mais! E por mais que eu saiba que esse preto acaba assim que eu abro os olhos, ele consegue ser o meu infinito!
A outra coisa, e a mais imbecil, eu percebi quando estava vendo tv...mais precisamente um jornal. Como de costume tinha um apresentador sentado naquelas mesinhas... mas não foi ele quem me chamou a atenção.... em um dos cantos de cima da tela tinha uma televisãozinha... e ela transmitia a mesma imagem que eu estava vendo: o apresentador, e uma tv em um dos cantos superiores... essa tv, por sua vez, mostrava a mesma imagem em tamanho menor...e nessa outra imagem tinha outra tvzinha que também continha a mesma imagem..... e assim por diante.... a imagem vai ficando cada vez menor.... e a meu ver infinita!
E......bom...... infinito seria o tempo que eu ficaria tentando achar um bom final para isso...
Que ele seja infinito...
Bom... post sobre a minha teoria do amanhã ... (chegada em uma das minhas conversas com o senhor João!).
‘ O amanhã não existe ’... é.... vc não leu errado não! Se alguém pedir para vc fazer alguma coisa que vc não quer, fale que vc vai fazer amanhã! Ou seja...nunca!
Deixa eu explicar..... o amanhã é só uma expressão de tempo.... se vc pensar bem, ele nunca chega! Hoje era o amanhã de ontem, no entanto, hoje é Hoje, e não Amanhã! Vc só vive no Hoje! Quando vc dorme e acorda, vc não chega no amanha, vc chega no hoje!Sua vida é feita de muitos ontens, apenas um hoje e nenhum amanhã...
Faz sentido?
Por falar nessa coisa de ‘tempo’, eu passei horaaas pensando em uma coisa bem esquisita! Gente, meu ano de 2003 foi menor que o de vcs! Eu estava aí no Brasil.... e quando vim pra cá, duas horas foram ‘comidas’ da minha vida! Eu vivi exatamente o mesmo tempo que vcs, mas com duas horas a menos! Meu ano novo aconteceu duas horas antes! Ou seja, 2003 foi menor pra mim, mas em 2004 eu já vivi duas horas a mais que vcs! Mas meeu, a gente viveu o mesmo tempo......puts vou ficar louca se continuar pensando nesse negócio! Estranhíssimo! E como se não bastasse, agora não são mais duas horas a mais, são três! Ou melhor....quatro!
Se eu tivesse nascido aqui teria nascido no futuro de vocês...
O tempo é muito relativo! E fusos horários são uma merda!
Vc está numa festa.... a música bem alta, pessoas falando ao seu redor...e vc lá no meio... de repente começa a te dar uma sensação esquisita..... porque ao mesmo tempo que vc está lá, parece que vc não ta! ‘Ahn???’... Isso mesmo, a impressão é de que vc está sonhando acordado ( e isso não é conseqüência do álcool!). Já aconteceu comigo inúmeras vezes... e eu não estava bêbada nem com sono! É exatamente a sensação de estar sonhando, com a diferença de que , por estar acordado, vc percebe que tem algo de esquisito...
Alguém já sentiu isso??? Até hoje todas as respostas para essa minha pergunta foram não.... Mas não é possível que isso aconteça só comigo! Tem que ter uma explicação...
Quando vc sonha é o seu subconsciente que trabalha.... acho que nesse caso ele resolve trabalhar junto com o consciente... então ao mesmo tempo que vc sabe que tudo aquilo é real, vc tem a sensação de que é só coisa da sua cabeça... ou será que é só coisa da MINHA cabeça....Aaahhh!
Há alguns dias foi o Dia Internacional da Mulher. Data não muito comemorada, na verdade muitas vezes nem lembrada. Eu mesma só percebi quando ouvi no rádio, se não seria um dia como qualquer outro.... ok...foi um dia como qualquer outro!
Afinal.. o que nós, mulheres, somos? Homens, soltem a língua! ‘ Complicadas, sensíveis demais, frias, estranhas, ficam de tpm ... ’ e mais um monte de coisa né? Eu sei... sei e não discordo! Somos todas tão diferentes mas tão iguais!
Por que? Por que 99% das mulheres podem ser facilmente classificadas por essas coisas aí de cima? ... Here we go...
Umas gostam de branco outras de preto.... umas são sinceras outras não... umas adoram novas bocas e outras preferem permanecer com uma só (ou até nenhuma)... pessimistas ou otimistas, caseiras ou baladeiras, ciumentas ou desencanadas... seja lá o que for somos todas complicadas! Temos a constante mania de agir de acordo com o emocional (caso contrário de onde viria a famosa intuição feminina?)... Por mais diferente que possamos ser, todas possuímos um coraçãozinho de papel... Uhum... Um dia fui chamada de Julia paper heart, e quer saber? Sou mesmo! Após refletir muito cheguei à conclusão de que tenho um coração de papel, um papel bem branquinho... Ele é fácil de ser marcado. Uns marcam com um carimbo, bem rápido.... outros ficam horas, dias, anos fazendo um desenho interminável.... alguns rasgam por pura e simples opção... outros o fazem sem ao menos perceber...Há os que se esforçam para protegê-lo... se pudessem seriam um papel contact (aquele que a gente usava para encapar os cadernos no pré). Acho que eu mesma tento ser meu papel contact, e se vc olhar de fora pode até achar que meu coração está bem protegido.... mas não.... todas as lágrimas que eu as vezes deixo de derramar acabam escorrendo por dentro e tiram toda a cola da minha ‘capa protetora’... resultado?... um papelzinho todo despedaçado...e haja durex pra remendar tudo isso!
Sei que nem todas mulheres são assim... e sei que todas são.
‘ Ahn?...Po se decide!’
Acho, sim, que todas temos corações de papel. A diferença está na linguagem que usamos para escrever... na cor que escolhemos.... na quantidade de camadas de papel contact.... e na de durex também... Mas no fim das contas estamos sempre tentando protegê-lo ao mesmo tempo que queremos deixar que o rabisquem para ver no que dá! Ta aí o porquê de uma hora sermos frias, outras extremamente sensíveis....estranhas, inconstantes, complicadas ou seja lá o que for!
Homens, não me venham com ‘Ah Ju, meu coração também é de papel!’
Não não e não! Pode até ter algumas partes.... e pode ser que alguém consiga atingi-la... mas inteiramente? ... acho que isso só foi concedido a nós! A constituição do coração de vocês fica pra mais tarde!
Dona Ju está com a cabecinha confusa..... perdida...
É impressionante como a nossa vida é imprevisível... quando eu ia imaginar que um dia eu estaria aqui, tão longe de tudo?
O tudo nunca está completo. Hoje seu tudo é uma coisa, amanhã é outra. O tudo é infinito... Vc tem que absorver o máximo possível das coisas que acontecem...olhe a sua volta, veja o que vc conseguiu até hoje... aproveite cada momento! Porque vc nunca sabe o dia de amanhã!
Junto com essas mudanças na minha vida aconteceram algumas coisas estranhas. Depois que eu vim pra cá, tive algumas revelações... acho que as pessoas ficam com medo de não poderem falar depois, e resolvem falar tudo agora.... como se eu fosse morrer. A gente tem que aprender a fazer isso sempre, porque do mesmo jeito que o imprevisível aconteceu comigo, pode acontecer com qualquer um e de diversas maneiras.
Freqüentemente eu me ponho a pensar.... já vivi 17 anos.... nunca mais terei 15 ou 16... o tempo passa, e passa rápido! Se vc soubesse que esse é o seu último dia o que vc faria? Se algo veio a sua cabeça, coloque em prática! Não estou dizendo para vc, de um dia para o outro, resolver fazer tudo de uma vez... Procure o caminho da sua felicidade, mas não tenha pressa de chegar ao final dele...para fazer isso seria preciso correr, e quando corremos deixamos de observar as coisas a nossa volta... Respeite o seu tempo, mantenha os seus princípios e olhe para os lados.... descubra o que faz vc se sentir bem, se descubra! Pode ser que às vezes, ao observar mais a fundo, vc veja algo que não te agrade... não se abale por isso, erga a cabeça e siga em frente, colocando mais uma experiência na sua mochila. Só não caia na besteira de ficar parado, esperando que as coisas aconteçam por si só. Comece pelas coisas mais fáceis, que estão as suas mãos, e vc vai ver como , conseqüentemente, outras coisas virão.
Nós somos o que escolhemos ser! E a felicidade está, sim, em nossas mãos!
Não haveria o silêncio se não houvesse o som... Não haveria a tristeza se não houvesse a alegria... não haveria o amor se não houvesse o ódio, e nem a paz sem a guerra. Algo só existe quando há o seu oposto. E às vezes, a presença do oposto nos faz perceber mais as coisas. Se vc está em um lugar absolutamente sem som, e em um com o barulho de um rio, ou uma musiquinha de fundo, em qual deles o silêncio é mais apreciado? Pelo menos para mim é na segunda opção. Vc dá muito mais valor para o amor após ter convivido com o ódio.O mesmo vale para a alegria e a tristeza. As coisas ruins são importantes na nossa vida....sem elas as boas não seriam tão intensas. Como tudo tem sua conseqüência, o inverso também pode acontecer....é o caso por exemplo da decepção amorosa..... olha isso ‘decepção amorosa’... a decepção esta totalmente ligada ao amor. A decepção só existe após algo bom.... e quanto melhor for, mais intensa ela será!
Quantas vezes vc já pensou ‘ Puts, eu era feliz e não sabia!’..?... Isso acontece justamente por vc dar mais valor para o bom quando vc tem o ruim. Se de um dia para o outro bolinhas que coçam resolvem aparecer na sua mão, é claro que vc vai achar péssimo. Mas tem seu lado bom! Isso é felicidade barata...porque após as religiosas passadas de pomada e visitas ao dermatologista , sua mão vai ficar novinha outra vez... e olhar para ela (uma coisa tão simples) será motivo de total satisfação! O negócio é que nem tudo é tão simples como curar uma alergia! Existem coisas irreversíveis.... E é por essas e outras que a gente tem que aprender a dar valor pras coisas.... as mais idiotas possíveis....
Quando eu como uma bolacha recheada, eu deixo o recheio por ultimo, o melhor por ultimo! É a maneira que eu encontro de conquistar a minha felicidade barata! Mas isso ta errado! Vc tem que fazer o melhor primeiro, pq qual a garantia de que vc vai poder fazer depois?
É... está para chegar o dia em que eu vou conseguir dar valor pra tudo que eu tenho...que eu vou conseguir comer o recheio primeiro e sentir a mesma felicidade q eu sentiria se o tivesse comido depois. Nesse dia eu poderei dizer ‘ Eu era feliz e dava o valor merecido para essa felicidade! Eu era feliz e sabia!’.
Às vezes eu tenho vontade de sumir.... ir para um lugar onde eu possa ficar sozinha....ouvindo a música que eu quiser, no volume que eu quiser e na hora que eu bem entender. Nesse lugar eu poderia ficar falando sozinha sem ter a preocupação de que pode ter alguém atrás da porta pensando que eu possivelmente estou enlouquecendo.... passaria horas e horas no banho.... deixaria as lágrimas escorrerem dos meus olhos sem precisar explicar o motivo delas.... não precisaria aturar pessoas nem situações desagradáveis.... curtiria a minha própria companhia...
No fundo todos nós precisamos de algum tempo sozinho.... é essencial.... seja naquele momento em que vc esta muito feliz, muito triste ou simplesmente anti-social... Mas é impressionante como bem nessas horas isso parece ser impossível! A frase ‘ Por favor, posso ficar sozinho?’ tem efeito contrário... depois de 5 minutos no seu quarto, entra alguém pra perguntar se está tudo bem com vc....se vc não quer conversar... e quando vc diz que não é nada, é bem capaz de escutar um ‘ Eu hein! Acordou de mau humor!’. Não, não é nada disso! Será que é tão difícil assim entender que às vezes a gente não está pra conversa? As pessoas tendem a levar isso para o lado pessoal...
Bom.... acreditem vcs ou não, cada dia eu fico mais convencida de que, sim, existe um lugar onde vc possa fazer tudo isso! E ele ta aqui, bem pertinho de mim, e de vcs tbm! Um Universo Paralelo... e é nele que estão todas aquelas coisas que tem o ‘poder do sumiço’: elásticos de cabelo, canetas Bic, pares de meia, as palhetas do violão do meu irmão....enfim... tudo que tem a inusitada capacidade de desaparecer sem deixar rastro! É o universo onde o tempo pára pra vc, onde ninguém te machuca e para onde eu queria ter passe livre...
One day I’ll find my Parallel Universe....
As pessoas fazem suas próprias escolhas..... bom, não diria que podemos escolher TUDO, mas quase tudo... Hoje somos livres para decidir o nosso futuro, para escolher alguém para casar, se é que vc deseja casar... O homem foi conquistando a liberdade com o passar do tempo, liberdade que eu tanto aprecio, mas que ao mesmo tempo me decepciona... Chego a ficar em dúvida se eu não teria preferido nascer antes... quando as pessoas não eram tão livres, mas que havia mais respeito, mais cumplicidade.
Acho que a liberdade subiu na cabeça das pessoas... vivemos numa festa.... numa festa horrível, cheia de mentiras e enganações... sentimentos foram deixados de lado...desvalorizados. E o respeito ta escondido no meio de toda essa sujeira. Há os que o encontram.. há os que nem procuram....e há também os que encontram e jogam fora...
Muitos, por fraqueza, simplesmente desistem... cansam de ouvir mentiras, de serem usados e desrespeitados, e resolvem fazer o mesmo..... ficam acostumados a isso... e o mundo vai afundando cada vez mais.
Eu não me acostumei a isso! Já sofri, já me decepcionei, já fui enganada.... mas nunca desisti. Encontrei pessoas que pensam de maneira semelhante.... e se isso não tivesse acontecido, não sei se eu teria agüentado.......nao sei se eu não teria enfraquecido.
Às vezes eu me sinto como uma peça de quebra-cabeça.... aquela que sempre fica por último, a mais difícil de encaixar.... e quando eu finalmente penso que achei o meu lugar, alguém faz questão de por a mão e bagunçar tudo! Mas estou aprendendo a conviver com isso..... a aceitar que, sim, esse foi o mundo em que eu nasci.. e o mundo em que eu vou continuar vivendo.
Estou aprendendo a ler os olhos....porque eles sim nunca mentem! Ainda vou errar muito.....provavelmente sofrer novamente... porque às vezes, mesmo sabendo que certos olhos não estão passando algo bom, vc tem a esperança de que eles mudem... esperança que sempre falha...
Algum dia eu monto o meu quebra-cabeça....e nele eu não terei medo de abrir meus olhos .... não terei medo do que eu possa ver.... Será?
Sentimentos fazem parte dos nossos dias...da nossa vida. Existem milhares deles, mas este post será dedicado a um em especial: a saudade.
Saudade é como um ácido... um ácido que vc tomou, corroeu sua garganta e perdeu o caminho no coração, destruindo-o aos poucos.... é febre que te deixa de cama e tira seu apetite.... ela é intrusa e mandona... entra sem bater, manda e desmanda nos outros sentimentos.... potencializa a tristeza e da costas para felicidade. É fria e cruel... te faz sofrer e não da a mínima para as lágrimas que escorrem dos seus olhos... É um copo metade vazio........ um buraco, que tem o eco como seu único som...... É um jogo que vem sem instrução, e vc precisa aprender as regras sozinho. É uma bola de neve, que cresce a cada dia.... um vicio do qual vc não consegue se livrar. Ela não tem limites, é sempre excessiva. Ela é uma criança ingênua e inocente, pois causa tudo isso sem ter consciência... Criança que não gosta de dormir a noite... Criança que nos atormenta.... mas quando descobrimos essa criança em outras pessoas, de certa forma ficamos felizes... porque vc não foi o único invadido......... meio egoísta né? Porque vc sente felicidade em saber que outra pessoa pode estar sofrendo tanto quanto vc?... Porque um dia, se vc encontrar essa pessoa, as crianças se encontrarão, e irão brincar bem longe de vcs..... otherwise, vc beberá ácido pelo resto da vida...
Tem dias que de noite é foda....
E tem dias que não ha dia....
Please, I need some painkillers!
O poder do vermelho
Estava eu, meu irmão e o Lisboa no Burger King comendo sanduíches orgasmoticos...... quando eu desviei a minha atenção para um fato : o saquinho da batata tinha vermelho....o do sanduíche tinha vermelho.....o copo do refrigerante tinha vermelho.... Pq? ...Todas grandes lanchonetes têm o vermelhinho lá, sempre presente... Mc Donald's, Bob's, Burger King, Pizza Hut, Joaquins, KFC..... ( o Burdog não se inclui nessa lista, é um caso a parte).... Acho que o vermelho tem o poder da sedução, causa desejos... Eva foi seduzida por uma maçã (vermelha).... nossa boca tem um tom meio avermelhado, acredito eu que com o intuito de seduzir alguém, e dar continuidade a nossa existência.... Caixas de bombons normalmente são vermelhas... as rosas que vc ganha do seu namorado tbm costumam ter essa cor... Meu, por que será? Por que o azul não nos atrai mais que o vermelho? Qual é o poder exercido pelo vermelho no cérebro humano? Depois de horas tentando achar um motivo, pensei numa explicação razoável (acho eu). O que vc deseja? Um carro, uma casa, uma mulher, um homem...? Seja lá o que for, antes de tudo vc tem que desejar vida, pq sem ela não tem como vc conseguir nada (nem a morte)... O que é preciso para vc estar vivo? Ar entrando em seu pulmão, órgãos funcionando devidamente bem.... ' Ta Ju....e o cu com as calças?'... Bom... vc pode ter ar entrando em seu pulmão, órgãos prontos para funcionar.....mas nada disso acontece sem o sangue..... é ele que leva oxigênio para os nossos órgãos e permite o correto funcionamento do nosso corpo...... Sangue é vital, sangue é vermelho.... se desejamos vida, desejamos sangue.... Quando olhamos as propagandas do Mc, Bob's e companhia, o vermelho causa uma sensação de vida, vida que vc deseja... Captou?
Se alguém tiver uma explicação mais simples, por favor, me falem, pq juro que essa foi a única que eu encontrei...
Fear
Medo... Vc desejaria não sentir medo de nada? Eu não. Para mim medo está diretamente ligado à satisfação e a felicidade. Quer coisa melhor do que vc ter a coragem pra enfrentar alguma coisa e depois ver que conseguiu? Não é possível fazer isso sem sentir medo, pq não há coragem sem medo.
Eu tenho medo do desconhecido, medo do futuro... tenho medo de morrer...é, morro de medo. Quantos anos será que me restam? Como será meu fim? ....Afogada? Assassinada? Sufocada? ... Infelizmente não tenho como controlar isso! ... Ou tenho... Como?...Suicídio. Suicídio é a forma de controlar a sua morte... Não vou negar... a idéia já passou pela minha cabeça algumas vezes, como já deve ter passado pela cabeça de muitos... mas se eu colocasse fim aos meus dias , colocaria fim a todas possibilidades de viver por mais muitos anos, e acabar de uma forma tranqüila. Ta bom, sei que isso pode não acontecer, mas é ai que entra a minha coragem. Coragem para enfrentar o meu medo do futuro, suicídio seria uma fraqueza. E calma pessoas! Eu sou uma pessoa corajosa o bastante! Pelo menos nessa situação. Prefiro morrer afogada, assassinada ou sufocada à morrer de covardia.
De-javu
Ha alguns anos quando eu perguntava ' Meu, vc já teve a sensação de que vc já viu essa cena?' muita gente falava 'Como assim Ju??? q estranho'. É, de-javu é uma coisa estranha, muito esquisita, mas hoje acho que todas essas pessoas já tomaram conhecimento de sua existência. Já ouvi a explicação de que isso acontece porque seus neurônios mandam a mensagem duas vezes para o cérebro, quando deveriam mandar uma só... não achei muito convincente....pq quando vc de fato tem um de-javu, vc sabe o que está por vir..... pelo menos eu sei.....eu sei qual será a próxima coisa que vai acontecer.........a próxima pessoa que vai aparecer...a próxima palavra que vou escutar..... então não é uma simples mensagem duplicada, mas uma capacidade de prever o futuro.
Acho que meus neurônios são muito serelepes... como criancinhas serelepes que uma hora estão pulando sem parar, depois ficam cansadas e dormem. Eles têm essa 'mania' de mandar mais mensagens que deveriam desde os meus 8 anos... é... de-javus constantes.... Mas agora acho que eles cansaram um pouco, e o que tem acontecido comigo é uma espécie de de-javu inverso! A mensagem simplesmente não chega no cérebro! Onde isso aconteceu? No espelho!
Estava me olhando no espelho, e de repente, eu não me vi mais.........ou melhor, eu me vi, mas não tinha a percepção de que era eu mesma...... a imagem que eu já vi milhões de vezes, não foi reconhecida pela minha memória.......a mensagem chegou com defeito...... a impressão que eu tive foi que minha alma estava fora do meu corpo, observando essa menina, q tava ali parada.Foi uma sensação singular de simplesmente não me reconhecer. Agora se vcs me perguntarem 'Como assim Ju??? q estranho', esperem alguns anos, e quem sabe o espelho também não te surpreende...
What for?
Don't ask!
É....Dona Julia se rendeu aos blogs... Cheguei num estado que meus pensamentos viajantes não se contentam mais em ficar na minha estranha e confusa cabecinha.......Eles ficam me cutucando o tempo inteiro, dizendo que estão cansados do teto e do espelho...
Escrever sobre a minha vida? Não..... posso ate acabar fazendo isso, pq meus pensamentos tem ligação direta a ela.....mas não é a minha intenção... mesmo porque a minha vida é um livro aberto.... ta ali, na sua estante, pronto pra ser lido (cabe a vc ter essa vontade). O que vai estar aqui são as entrelinhas.... aquilo que vc não é capaz de ler ... São aqueles sentimentos, sensações, pensamentos que a gente não fala pra ninguém... não por ser uma coisa secreta, mas por não ter muito sentido mesmo. Tudo bem, isso não se aplica muita a minha pessoa.... frases do tipo 'Ju, vc viaja!' são constantes na minha vida... E é delas que eu sinto falta! Desde que eu cruzei o oceano não ouvi isso! as viagens da Ju tão presas, e a forma que eu encontrei (ou pelo menos espero ter encontrado) de soltá-las, é escrever!
Não ta interessado? ALT+ F4
Acho que eu mais ou menos expliquei o motivo disso aqui...
Já ja coloco comments !
Saudades pessoas!!!!
Bjos
